segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Limerância: quando o desejo te possui.


Quando nos apaixonamos por alguém, o frio na barriga é a primeira sensação. Junto vem a perda da razão, da fome e do sono, sejamos correspondidos ou não. Vivemos 24 horas por dia nesse estado. O tempo passa e tudo volta ao normal, como se o corpo recobrasse a razão e se sente pronto para o próximo estágio, mais tranquilo. O correto é que deveria voltar, mas há aqueles que não conseguem passar a etapa e ficam viciadas nessa adrenalina. Algumas pessoas ficam presas no estado da paixão. Se este é seu caso, atenção! Hoje este estado já tem nome: limerância. Tal estado pode variar de intensa alegria até o desespero extremo. Não é mais quando você tem o desejo, mas quando o desejo te tem.

Você fica escravo, perde o controle, essa insistência de perseguir incansavelmente um sentido de felicidade que não existe, é querer o resgate de algo que não existe mais, de projetar no outro o que queremos que ele seja, para nos sentirmos o mais pleno possível.

Não adianta apagar o perfil dele do seu facebook, o número do seu celular, até mesmo engatar um novo relacionamento para esquecer. Quando seu dia não começa até chegar uma mensagem de celular, nem que seja com um simples oi, mesmo que ele não te queira mais, que tenha deixado isso bem claro e, mesmo assim, você continua fazendo planos para o futuro, tendo ele como personagem principal ou estando com ele, aceitando tudo que ele impõe mesmo sendo absurdos de se acreditar, somente pelo fato de você imaginar que sua vida sem ele seja algo desesperador.

Acredite quem sofre de limerância tem pontadas no peito e falta de ar. Dormir é uma raridade.

Se você se vê nesta situação (e saiba que há um número grande de pessoas sofrendo com isso), procure ajuda. Isso nada tem a ver com baixa estima ou falta de amor próprio. Você está doente de amor.

Por isso, não concorde com Cazuza quando ele canta "eu adoro um amor inventado". A sensação pode ser total êxtase, mas as consequências podem não ser tão boas.

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