quarta-feira, 28 de abril de 2010

Glândula TIMO por Sônia Hirsch


No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada TIMO.

Seu nome em grego, thýmos, significa "energia vital".

Ocupa o mediástico anterior e é formado por lóbulos assimétricos com uma enorme variedade de tamanho e forma.

O timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e, mais ainda, quando adoecemos ou com a morte.

A medicina durante muitos anos só conhecia o timo através da autópsia e ele sempre estava atrofiado. Achava que ele parava de crescer na adolescência e quando visto no seu tamanho normal no adulto, forte dose de medicamentos era imposta, tememndo-se as consequências ao seu tamanho.

Mais tarde, a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligada aos sentidos, à consciência e a linguagem.

Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro.

Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa.

É muito sensível à imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.

Amor e ódio o afetam profundamente.

Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias.

Já que tais sentidos não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquecer, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como a herpes.

Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.

Um teste simples pode demonstrar essa conexão:
- Feche os dedos polegar e indicador na posição OK, aperte com força e peça para alguém tentar abrí-los enquanto você pensa "estou feliz".
Depois, repita pensando "estou infeliz".

A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz (substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...).

Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas.

Por exemplo: quando um médico precisa de um diagnóstico diferencial, no caso do seu paciente ter sintomas no fígado, que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas, usando lâminas com amostras, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega a um resultado.

Tais reações são consideradas respostas do timo e o metódo, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na USP aos médicos acupunturistas.

Curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentidos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito. "Fiquei com o coração apertadinho" por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo, envolve o coração.

O próprio chakra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração.

É neste chakra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estado animal para o estágio humano.

Você pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem-estar e felicidade.

Como?

Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir:

A) Fique em pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha a musculatura relaxada.

B) Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: um forte e dois fracos.

C) Continue por 3 ou 5 minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda região toráxica.

O exercício atrairá sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta.

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